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— Mariana Andrade (via aquarelar)
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Parece ser a coisa mais clichê do mundo… você passando a madrugada acordada por conta da insônia, aquela madrugada fria, bem fria, e você ali pensativa, se sentindo tão vazia e com o coração tão apertadinho, aquelas ondas de frio na barriga que vão e voltam. Você se sente esquisita pois não há possibilidade de você estar tão vazia e ao mesmo tempo sentir a insegurança tomando conta do seu corpo enquanto o medo, o temor já o tomou por completo. Seus braços formigam, sua cabeça parece oca, o arrepio que sobe a espinha te causa pavor, você fecha os olhos e se pergunta: qual o sentido disso tudo, o motivo, você tem realmente motivos verdadeiros para estar assim? Se desespera, já são 03:51 da manhã, você deveria dormir, mas aquela imagem não sai da sua cabeça, te obriga a se lembrar das feições, do jeito, do cheiro, do olhar e deseja como nunca ganhar aquele abraço forte que te aquece, te protege, te indica que tudo ficará bem. Mas isso são fantasias, ilusões, boas, gostosas, mas apenas ilusões… a realidade te mostra que está tudo tão esquisito, fora do eixo, frio, distante, indicando que está tudo prestes a acabar, que não irá suportar por mais muito tempo e que está tudo apenas por um fio. Os planos, sonhos, vontades e futuro construídos ali na sua cabeça, se vai junto, o desespero toma conta e ali percebe que cai água dos seus olhos. Paranoia? Talvez. Drama? Quem sabe. Mas só queria os corpos coladinhos nesse momento, mãos se estrelaçando num encaixe perfeito, o som da sua respiração, o tempo congelado para durar eternamente, você olhando nos meus olhos dizendo que vai ficar tudo bem e mais nada. Não preciso de mais nada!
-SS
— Paulo Coelho (via in-cessante)
(Source: antigas-cartas, via faz-sonhar)
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(Source: narcisse-noir, via re-invento)